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Lojas da Havan deverão ter cartaz informando que funcionários são livres para formar suas próprias convicções políticas, determina Justiça

R$ 30 milhões: Havan e Luciano Hang são processados pelo MPT-GO por assédio eleitoral As lojas das Havan deverão fixar um comunicado a todos os funcionário...

Lojas da Havan deverão ter cartaz informando que funcionários são livres para formar suas próprias convicções políticas, determina Justiça
Lojas da Havan deverão ter cartaz informando que funcionários são livres para formar suas próprias convicções políticas, determina Justiça (Foto: Reprodução)

R$ 30 milhões: Havan e Luciano Hang são processados pelo MPT-GO por assédio eleitoral As lojas das Havan deverão fixar um comunicado a todos os funcionários informando-os que são livres para formar suas próprias convicções políticas. A medida foi determinada pela Justiça do Trabalho de Goiás, em uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após um caso de assédio eleitoral. O caso aconteceu no final de agosto, quando, durante a inauguração de uma unidade da rede em Caldas Novas, no sul de Goiás, o empresário Luciano Hang fez um discurso para funcionários criticando a proposta em debate nas eleições sobre o fim da escala 6x1. O MPT entrou com uma ação civil pública contra ele e a rede varejista pedindo pagamento de R$ 30 milhões por dano moral coletivo. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em nota enviada ao g1, Luciano Hang classificou a decisão como "muito grave" e que é "política", diferente da sua fala, que, segundo ele, "não teve nada de política" (leia íntegra da nota ao final da reportagem). Em sua decisão liminar, em caráter de urgência, a juíza Glenda Maria Coelho Ribeiro, da 14ª Vara do Trabalho, determinou que o comunicado sobre liberdade política seja feito em até cinco dias, contados a partir de quarta-feira (23), data da sentença. O texto deverá estar público até 26 de outubro, dia seguinte ao do segundo turno das eleições. R$ 30 milhões: Havan e Luciano Hang são processados pelo MPT-GO por assédio eleitoral Divulgação/Havan LEIA TAMBÉM R$ 30 milhões: Havan e Luciano Hang são processados pelo MPT-GO por assédio eleitoral Justiça proíbe manifestações políticas de Luciano Hang em unidades da Havan Trabalhador que precisava andar 1 km para ir ao banheiro deve ser indenizado, determina Justiça A magistrada determinou que o comunicado deverá conter o seguinte texto: "A HAVAN S.A., em cumprimento a decisão da 14ª Vara do Trabalho de Goiânia proferida na Ação Civil Pública 0001728-03.2026.5.18.0014, comunica a todas as pessoas que lhe prestam serviços que são inteiramente livres para formar a própria convicção sobre qualquer proposta legislativa, candidatura ou partido e para votar como entenderem, e que nenhuma escolha política acarretará consequência alguma no contrato de trabalho. Nos dias 4 e 25 de outubro de 2026 fica assegurada a liberação para o voto, pelo tempo necessário ao deslocamento, à fila e ao sufrágio, nunca inferior a quatro horas contínuas dentro do horário de votação, sem prejuízo salarial, sem compensação e sem registro desabonador. Denúncia de assédio eleitoral pode ser dirigida ao Ministério Público do Trabalho, pelo sítio eletrônico mpt.mp.br, e a este Juízo, nos autos do processo acima." Além do comunicado, a Justiça proibiu que Hang faça manifestações políticas nas dependências das lojas. A medida inclui a não manifestação de conteúdo político-eleitoral em reuniões, treinamentos, vídeos ou em canais institucionais da empresa. Em caso de descumprimento, o empresário terá que pagar uma multa de R$ 50 mil por evento ou publicação de conteúdo. Na ação, o MPT também pediu à Justiça que Luciano Hang publique um vídeo se retratando publicamente sobre a sua conduta ilícita, naquela ocasião de Caldas Novas. A juíza, no entanto, entendeu que primeiro é necessário que o empresário seja ouvido porque o conteúdo de um eventual vídeo anteciparia o mérito da ação, que ainda não foi julgado. Leia a nota de Luciano Hang: "Essa é uma decisão política, diferente da minha fala, que não teve nada de política. Estão querendo transformar uma opinião em manifestação política simplesmente porque não concordam com o que eu falei. Desde quando dar uma opinião sobre uma proposta que está sendo discutida no Brasil virou manifestação político-eleitoral? Essa decisão é muito grave. Não pelo que eu falei, mas pelo que estão tentando fazer com aquilo que eu falei". 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás